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A teoria da tecla preta 9, 11, 2010

Posted by varall in Estendendo informaçao, Estendendo Referência.
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Como eu sou muito curioso, me deu uma vontade danada de saber pra que serve aquelas teclas pretas do piano. E como eu não conheço nada de teoria musical eu fui pesquisar e descobri que em uma escala musical, do piano, você vai de dó a dó usando somente as teclas brancas. Assim temos uma escala simples que funciona.
Mas se você começar a sua escala com Fá ou Ré, ou qualquer outra, tudo muda.

Daí você pensa, – Qual a diferença?
A principal diferença está no intervalo, que é à distância entre uma nota e outra. Complicou né? Vou simplificar. Quando a gente muda os intervalos das notas o som também muda, porque os intervalos são diferentes. Um semitom é a menor distância entre duas notas. No teclado do piano qualquer tecla é um semitom, seja branca ou preta. Agora se você apertar a tecla ao lado terá um tom (semitom+semitom=Tom).
Isso quer dizer que todas as escalas musicais são formadas por conjuntos de tons e semitons, dispostas em ordem que se convencionou chamar temperada. Assim quando mudamos os intervalos da escala e a tocamos diferente da escala de dó, nos causa uma percepção estranha do som.

– Ok e as teclas pretas?
Muito bem, as nossas amiguinhas teclas pretas servem justamente para corrigir essa distorção sonora (se é que posso chamar assim tecnicamente). Usando os sustenidos e bemóis que são responsáveis por baixar ou aumentar qualquer nota. Proporcionando uniformidade sonora.

– Hum certo! Mas e a teoria?
Assim como no piano as teclas pretas servem para corrigir possíveis distorções. Na nossa vida profissional as teclas pretas servem para dar harmonia no JOB que vamos iniciar. Independente do problema apresentado para o planejamento resolver, você terá que começar por algum lugar e dar uma solução naquele tempo hábil do atendimento, pra ontem.

Como o sonho de todo planner é poder, junto com o cliente, conduzir todo o processo de construção de um produto. Podendo criar e moldar verdadeiramente a alma do produto, suas diferentes aplicações e utilizações, levando algo para o mercado que fosse realmente importante e relevante para as pessoas. E ainda poder desenvolver um PDV que fosse um paraíso para elaboração de experiências com a marca ou o produto. Só que no mundo real, em 90% dos casos, trabalhamos com algo que já passou na mão de tantos e você vai ter que resolver tudo num sambinha de uma nota só.

A Teoria da tecla preta é justamente isso. A possibilidade de iniciar em qualquer ponto usando a tecla preta para corrigir logo de início a sua caminhada na longa escala musical do planejamento.
Um piano normalmente tem 25 teclas pretas, isso não quer dizer que você tenha que ter 25 pontos para trabalhar, e sim 25 oportunidades para começar a compor a sua escala.
Importante mesmo é pensar que o uso da tecla preta serve para arredondar o seu JOB. Principalmente em planejamentos de clientes que já estão no mercado, nisso a tecla preta ajuda e muito.

– E como usar essa teoria?
No meu caso, eu não tenho uma receitinha pronta para os JOBS. Cada JOB tem uma metodologia diferente para se alcançar resultados diferentes. Como precisamos começar por algum lugar, o primeiro é saber por que o cliente procurou a sua agência e porque diabos esse planejamento caiu no seu colo. Depois leia o briefing, depois entenda o briefing, daí você precisa re-ler o dito cujo, discutir com o atendimento, discordar de tudo, concordar com tudo, perguntar incessantemente, procurar informações de várias fontes, tirar essa bunda da cadeira e ver o que as pessoas estão fazendo e depois de rever tudo de novo. A partir daí você pode se dar ao luxo de desenvolver um criative briefing e repassar para a criação.

Na hora de fazer o seu trabalho (leia-se planejamento) você precisa identificar as suas teclas pretas para poder compor uma escala harmoniosa e agradável. Antes mesmo das suas análises apontarem um norte, você precisa identificar quem serão as suas teclas pretas. Como eu não sigo um modelo específico vou colocar as teclas pretas que mais se repetem nos meu JOBS:

– Entendendo as pessoas (o que elas querem, no que acreditam, perfil psicográfico, lazer e como pensam)
– O que o produto passa (o que as pessoas acham dele, o que ele transmite, parte técnica e sensações que ele passa e pode passar)
– Quem pode atrapalhar (principais concorrentes e produtos substitutos e seus atributos técnicos e emocionais)
– O mercado (dados de venda, praças, preços e localidades)
– O posicionamento do produto (aquilo que ele passa VS o que deveria passar e como deve ser visto pelos consumidores)
– Visão do futuro (como deveria ser o futuro ideal do produto, um exercício para criar uma estrada)
– Pensamento fora da caixa, cabe? (caso seja necessário, caso o cliente aceite, o que pode ser feito?)
– Pensar como se eu fosse o dono da empresa (ver se realmente apostaria em tudo que está sento dito)
– Ser otimista e realmente acreditar nas pessoas (é por elas que trabalhamos, como podemos engajá-las no processo?)
– Pensar estrategicamente (Ver e analisar tudo, conjecturar, perguntar mais e desenvolver caminhos)
– Iniciar o planejamento (tem que ser inspirador e sincero, único e abrangente, ser comercial e emocional, fazer com que os valores e atributos sejam percebidos e amplificados)
– É bom começar do final (quando você imagina o futuro pode fazer o caminho para o passado afinando as suas teclas pretas)

Vale a pena saber quais são as suas teclas pretas. A sua melodia final vai ficar muito mais gostosa.
E você quais são as suas teclas pretas?

por Ivomarcos Vieira

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Comentários»

1. Flávia Winnye - 9, 11, 2010

Finalmente alguém tirou uma dúvida que eu tinha preguiça de ir atrás!


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