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Assista o Grande Lebowski. 19, 09, 2010

Posted by varall in Estenda Cine.
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Antes dos irmãos Coen serem aclamados pelas maiores premiações mundiais de cinema – como Oscar e Globo de Ouro, ou seja: antes de “Onde Os Fracos Não Têm Vez”, única adaptação feita pela dupla Ethan e Joel – eles eram tachados de excêntricos pelos seus filmes, histórias e principalmente, por seus personagens.

Tecnicamente eles sempre tiveram grandes profissionais em suas equipes e se destacaram por fazer um trabalho diferente dos demais diretores e criadores do mercado Americano. O “excêntrico” na verdade tem outro significado quando possui o sobrenome Coen em seus créditos: originalidade.

Poucos diretores e produtores do bom cinema americano podem falar que fizeram, de próprio punho, uma sequência de filmes tão bons como “Gosto de Sangue” (1984), “Arizona Nunca Mais” (1987), “Ajuste Final” (1990), “Barton Fink” (1991), “Na Roda Da Fortuna” (1994) e “Fargo” (1996). Filmes interessantes, violentos e ao mesmo tempo donos de cenas emblemáticas e personagens marcantes.

Dois anos após o “sucesso” alcançado com “Fargo”, a dupla engrenou mais um conceito que se tornou roteiro e virou um dos filmes mais loucos, intransigentes e engraçados da dupla, o interessantíssimo “O Grande Lebowski”. O trunfo desse filme merecer ser relembrado e até (re) visto por você – e fazer parte da sua DVDteca – passa por uma sequência de fatores.
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História: nada como contar um pouco da vida de um cara que não faz nada da vida, não é mesmo? Afinal de contas, os americanos sempre têm algo para fazer de suas vidas, menos “Dude” (Cara), ou melhor Lebowski – encarnado com maestria por Jeff Bridges – o tipo de cara que é capaz de dar um cheque de 69 centavos por um leite em um supermercado.

“The Dude” ou “O Cara” é confundido por dois cobradores de dívidas que arrebentam com ele, em seu próprio vaso sanitário e em seguida urinam em seu único tapete. Sabendo que o Lebowski que os brutamontes foram cobrar não era ele, o seu xará “era para ser rico” como fala um dos cobradores, “Cara” vai cobrar um novo tapete do verdadeiro devedor.

A partir daqui o filme mergulha numa verdadeira confusão de nomes e personagens que é impossivel não pensar no quanto os Coen devem ter se divertindo escrevendo esse roteiro.

Liberdade: sabe aquela máxima que os mais antigos vivem afirmando para os jovens: “Liberdade não se dá. Se conquista!”? Os Coen não batalharam tanto assim para conquistá-la, já que vários dos seus trabalhos saíram pelo mesmo estúdio “o pequeno celeiro de autores independentes”, a Miramax, dos também irmãos Weinstein.

Foi com total liberdade para fazer um filme sem compromisso com o lucro ou com premiações que os Coen sentiram confiança para traçar os caminhos, por vezes loucos, de “Cara” e sua trupe de amigos e demais personagens. Essa confiança acabou chamando atenção de atores consagrados ou recém promovidos a revelações do cinema moderno.

Elenco: digamos que você pegue a capa de um DVD e se depare com nomes como Jeff Bridges, John Goodman, Steve Buscemi, John Turturro, Philip Seymour Hoffman, Julianne Moore e Sam Elliot, como diabos não levar esse possível filmão para casa? Ainda mais com os Coen na liderança da história a ser contada.

Todos os relacionados acima não só estão no filme como transformam seus personagens em seres comuns, mesmo na sua maioria, sendo pessoas diferentes das demais que estão no mesmo planeta que nós – eu e você leitor.

Há um veterano do Vietnã totalmente equivocado e perturbado (talvez o melhor papel de Goodman), um amigo comum que sempre é espizinhado pelos demais (Buscemi), um jogador louco e, esse sim, excêntrico (Turturro, engraçadíssimo), um engravatado puxa-saco sentimental (Hoffman), uma artista plástica que só pensa em sexo (Julianne), um narrador cowboy (Elliot) e o vagabundo do título, que por si só, já é um personagem significante.

Todas essas feras juntas acabam por transformar “O Grande Lebowski” em um filme divertido e que merece maior respeito por parte da crítica e até mesmo do público, ainda mais se você foi conquistado por “Onde Os Fracos Não Têm Vez” e quer conferir os demais trabalhos dos irmãos. Recomendável até demais. Nota 9,0.

por Rodrigo Castro

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